Segundo a OPAS, OMS E MINISTÉRIO DA SAÚDE advertem que as informações são falsas. Alergia ao leite não é causada pela vacina rotavirus humano (VORH).

Tem circulado nas redes sociais, informações falsas sobre a vacina rotavirus humano (VORH) estar desencadeando alergia à proteína do leite de vaca, nas crianças vacinadas.A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) endossa o posicionamento do Ministério da Saúde brasileiro, ao esclarecer que essa vacina não contém a proteína do leite de vaca, em sua composição.

Segundo os fabricantes da vacina no Brasil, Laboratório Biomanguinhos e GSK, não há evidências científicas do desenvolvimento de alergia ao leite de vaca, após a administração do produto/vacina.  Além disso, as Sociedades Brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Alergia e Imunologia (ASBAI) reafirmam a eficácia e a segurança das vacinas contra o Rotavirus e recomendam o uso rotineiro no calendário vacinal da criança, face a grande importância e o impacto que a doença tem na saúde infantil.

SAIBA MAIS SOBRE A VACINA CONTRA O ROTAVIRUS.

A VACINA CONTRA O ROTAVÍRUS

A vacina contra o rotavirus é uma vacina, que utiliza o vírus vivo, porém enfraquecido, o que é chamado de vírus atenuado. A vacina oral contra o rotavirus tem 2 apresentações a monovalente e a pentavelente.

Vacina contra o rotavirus humano, RV1 MONOVALENTE, apesar do nome, a vacina é capaz de proteger de 2 tipos de rotavirus.

A dosagem recomendada é de 2 doses, sendo aos 2 meses e segunda até os 4 meses de vida. (Laboratório GSK).

Vacina contra o rotavirus humano, RV5 PENTAVALENTE oferece proteção para 5 tipos de rotavirus.

O esquema para a vacina pentavelente é de 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade.  (Laboratório MSD).

Obs: A terceira dose não deve ultrapassar os 7 meses e 29 dias de vida.

Para ambas as vacinas, a primeira dose pode ser feita,  entre 6 semanas e no máximo 3 meses e 15 dias, de vida.

O intervalo, mínimo, entre as doses é de 30 dias.

Informações e recomendações: 

Se a criança cuspir regurgitar ou vomitar após a vacinação, a recomendação é de não repetir a dose e completar o esquema com a mesma vacina do laboratório fabricante.

Recomenda-se não utilizar a vacina em: crianças hospitalizadas, ou casos de suspeita de imunodeficiência ou em recém-nascidos, cujas mães fizeram uso de medicamentos biológicos durante a gestação, quando a vacina pode estar contraindicada e seu uso deve ser avaliado pelo médico.

A vacina monovalente está incluída no Programa Nacional de Imunizações, PNI, e a vacina pentavalente está disponível somente na rede privada de imunização.

(Consulte os calendários de vacinação SBIm – pacientes especiais).
http://sbim.org.br/images/files/calend-sbim-crianca-2016-17-160914c- spread.pdf
Fonte:
http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=49 25:opasoms-e-ministerio-da-saude-esclarecem-que-vacina-contra-rotavirus- nao-causa-alergia&Itemid=821
A OMS em seu último posicionamento sobre a vacina rotavírus mantém a recomendação da vacinação universal: http://www.who.int/wer/2013/wer8805.pdf
Advisory Committee on Immunization Practices: vaccines for children program vaccines to prevent rotavirus gastroenteritis. Disponível em: https://www.cdc.gov/vaccines/programs/vfc/downloads/resolutions/0608- rotavirus.pdf